theanjinhadolucco:

" … quando eu vou te conhecer , sera que nunca vou ter essa oportunidade , sera que sempre vou ta perto de ti mais não irei te ver , as vezes (sempre) eu penso ’ seria tao perfeito ver meu amor pessoalmente ’ mas olha , tudo da errado , sempre to quase la , mais tem algo que sempre me atrapalha , as vezes acho que sou uma nada aqui … " 

“Sua ansiedade se convertia em desespero à medida que se aproximavam as férias de dezembro, pois se perguntava sem sossego o que ia fazer para vê-lo, e para que ele a visse, durante os três meses em que não iria ao colégio. As dúvidas continuavam sem solução na noite de Natal, quando estremeceu com a sensação de que ele a olhava no meio da multidão da missa do galo, e essa inquietação lhe sufocou o coração. Não se atreveu a voltar a cabeça, porque estava sentada entre o pai e a tia, e teve que se dominar para que não percebessem sua perturbação. Mas na desordem da saída sentiu-o tão iminente, tão nítido no tumulto, que uma força irresistível a obrigou a olhar por cima do ombro quando abandonava o templo pela nave central, e então viu a dois palmos de seus olhos os outros de gelo, o rosto lívido, os lábios petrificados pelo susto do amor.” — O Amor Nos Tempos Do Cólera. (via recomendar)

“Minha filha, não se envolva com amigo. Mais difícil do que iniciar o romance é terminá-lo. Não há como encerrar sem trauma, sem ressentimento, sem a crueldade da palavra exata. Ficará com medo de perder a amizade, e perderá. Não terá coragem de ser sincera como antes, e queimará o céu da boca. Não se envolva com amigo. O antigo confidente terminará sendo seu segredo (e agora, para quem contar?). Acabará o amor, mas não a amizade. Ele não dará nenhum motivo para o fim da relação. Não vai traí-la. Não vai provocar ciúme. Não vai cometer indelicadezas e grosserias. O homem certo é o errado. O homem ideal é imprestável. Ele não ajudará na despedida, fugirá das discussões de relacionamento. Como chegar e falar: “A brincadeira acabou, vamos retornar ao que era antes?” Não há como regressar, a amizade não é líquida como o amor. Não é gelo que volta a ser água que volta a ser chuva que volta a ser rio. Amigo não gera nem raiva, mas pena. Não exala a sensualidade da teimosia, o suor maravilhoso da discordância. Bancará a ruptura sozinha. Ele não facilitará o testamento. Será a ogra, a monstra, a interesseira. Ele dirá: “Mas nada aconteceu, por quê? O que eu fiz?” Nada aconteceu, ele não fez nada, o fim é exatamente a monotonia do bem. O amigo é a segurança, o conforto, o pique, a trégua do pega-pega. O amigo é a previsibilidade da justiça. E o amor, minha filha, é injusto.” — Fabrício Carpinejar  (via autografia)

perco tudo, menos meu orgulho.